Assembleia Geral 21/09 (online)

Prezados associados da SOGISC,

Este ano de 2020, teremos eleições para diretoria da SOGISC, mas devido a esta pandemia mundial, não conseguiremos fazer via tradicional, votos por correspondência, como rege nosso estatuto.

Para tanto, convocamos uma Assembleia Geral, com única pauta de alteração no estatuto, com referencia a eleição.

Dia 21/09/020 - ON LINE

Horário: 19:30 – primeira convocação

20:00 – segunda convocação.

Item a ser acrescido:

“Os votos serão secretos e diretos, por meio de cédula ou digital”.

Posteriormente enviaremos dados do ZOOM, para participação.

Contamos com a colaboração de todos.

Att.

Jean Louis Maillard
Presidente

Agenda NAVEG cursos 2020

5% de desconto para associados SOGISC.

Informações pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou whatsapp 11 94800-7530.

Site: www.nucleonaveg.com.br

 

Protocolo de tratamento do Novo Coronavírus - 2019-nCoV

MINISTÉRIO DA SAÚDE
Secretaria de Atenção Especializada à Saúde
Departamento de Atenção Hospitalar, Urgência e Domiciliar

Protocolo de Tratamento do Novo Coronavírus (2019-nCoV)

Em 22 de janeiro de 2020, foi ativado o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública para o novo Coronavírus (COE – nCoV), estratégia prevista no Plano Nacional de Resposta às Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde. 

O novo Coronavírus (2019-nCoV) é um vírus identificado como a causa de um surto de doença respiratória detectado pela primeira vez em Wuhan, China.

Desde 2005, o Sistema Único de Saúde (SUS) está aprimorando suas capacidades de responder às emergências por síndromes respiratórias, dispondo de planos, protocolos, procedimentos e guias para identificação, monitoramento e resposta às emergências em saúde pública.

Diante da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) por doença respiratória, causada pelo novo coronavírus (2019-nCoV) e considerando-se as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), as equipes de vigilância dos estados e municípios, bem como quaisquer serviços de saúde, devem ficar alertas aos casos de pessoas com sintomatologia respiratória e que apresentam histórico de viagens para áreas de transmissão local nos últimos 14 dias.

A vigilância epidemiológica de infecção humana pelo 2019-nCoV está sendo construída à medida que a OMS consolida as informações recebidas dos países e novas evidências técnicas e científicas são publicadas. Deste modo, o documento apresentado está sendo estruturado com base nas ações já existentes para notificação, registro, investigação, manejo e adoção de medidas preventivas, em analogia ao conhecimento acumulado sobre o SARS-CoV, MERS-CoV e 2019-nCoV, que nunca ocorreram no Brasil, além de Planos de Vigilância de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e Síndrome Gripal (SG).

Como toda normatização, este Protocolo está sujeito a ajustes decorrentes da sua utilização prática e das modificações do cenário epidemiológico. Ressalta-se que ele se aplica ao cenário epidemiológico brasileiro na atual fase, de acordo com as orientações da OMS. 

Os estados e municípios possuem planos de preparação para pandemia de influenza e síndromes respiratórias. A maior parte dos procedimentos recomendados estão previstos no capítulo de influenza do Guia de Vigilância Epidemiológica, além de manuais e planos elaborados para preparação e resposta durante os eventos de massa. Antes de se considerar a possibilidade de ser um caso suspeito de Coronavírus, recomenda-se descartar as doenças respiratórias mais comuns e adotar o protocolo de tratamento de influenza oportunamente para evitar casos graves e óbitos por doenças respiratórias conhecidas, quando indicado.

Portanto, o SUS possui capacidade e experiência na resposta. Este documento visa ajustar algumas recomendações ao contexto específico desta emergência atual, com base nas informações disponibilizadas pela OMS diariamente e todo procedimento está suscetível às alterações necessárias.

Acesse o documento clicando aqui.

Campanha Nascimento Seguro

Uma inciativa da Sociedade Catarinense de Pediatria, Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia de Santa Catarina, Associação Catarinense de Medicina, Sindicato dos Médicos do Estado de Santa Catarina e do Conselho Regional de Medicina do Estado de Santa Catarina para conscientizar as gestantes, as famílias e a sociedade sobre a importância da segurança e da assistência ao bebê no momento do nascimento.

Assista o vídeo, clique aqui

Coronavírus e Gravidez

Gestantes devem ficar preocupadas?

Sim. Porém, de modo geral, as grávidas que vivem hoje no Brasil, que não pretendem viajar para as áreas onde o número de casos está grande e aumentando, que não tenham contato direto com pessoas recentemente chegadas de essas regiões, não devem se preocupar mais do que devem ficar atentas contra a gripe.

Durante a gravidez, partes do sistema imunológico ficam deprimidas, o que torna as gestantes mais susceptíveis às complicações de vários agentes infecciosos como gripe e varicela.

As mulheres grávidas, por exemplo, têm quase 3,5 vezes mais chances de acabarem no hospital devido à gripe, do que as mulheres não grávidas, de acordo com estudo de Namrata Prasad e cols.1
Assim, faz todo o sentido que uma mulher grávida esteja em maior risco de complicações por Coronavírus do que uma mulher não gestante. Todavia, pelo menos por enquanto, no Brasil,como em outros países como Estados Unidos, o risco é muito pequeno.2

Por outro lado, cabe sempre ficar atento às situações que podem surgir a qualquer momento.
E, óbvio, cabe ao médico assistente trabalhar em parcerias com colegas de outras especialidades e coletar materiais para diagnóstico das possíveis etiologias. Isso envolve exames por técnicas de biologia molecular. Neste sentido, conversar com profissionais dos laboratórios de análises clínicas que atendem os seus pacientes, previamente, é a rotina mais básica. Pois, ter os frascos para a coleta à disposição e conhecer as rotinas de pedido de exames, acondicionamento e remessa, por exemplo, podem fazer grande diferença para mais efetividade nos diagnósticos de doenças infecciosas.

Nunca é demais frisar, que os diferentes agentes infectocontagiosos possuem diferentes características/poderes de transmissibilidade.

O exemplo do relato de caso de Asim Malik e cols. com gestante de 32 semanas atendida em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, em 2013, mostra a importância do que citamos anteriormente.

No caso em questão, no primeiro atendimento de gestante com febre e dores nas costas de quatro dias de duração, a hipótese diagnóstica inicial foi infecção do trato urinário. Três dias depois, esta retornou ao atendimento médico com tosse e falta de ar, internada com suspeita de pneumonia adquirida na comunidade.

As amostras de aspirado nasofaríngeo foram testadas para o vírus influenza A (H1N1) pdm09 e MERS-CoV por PCR de transcrição reversa em tempo real, e vários outros testes laboratoriais e de cultura foram conduzidos. A maioria produziu resultados negativos. Mas, três dias depois da internação (seis dias do primeiro atendimento), o laboratório regional relatou que os resultados de PCR para transcrição reversa em tempo real do MERS-CoV eram positivos. Os testes de laboratório foram realizados por ensaio qualitativo, usando o novo CoV humano de 2012 (coronavírus humano – Erasmus Medical Center). Este ensaio contém reagentes e enzimas para amplificação específica da região a montante do gene do envelope no genoma do CoV.3 A paciente gestante evoluiu com choque séptico e óbito em uma semana.

A pneumonia por MERS-CoV se desenvolveu no marido da paciente, mas este não tinha outra condição debilitante e evoluiu para cura após uso de medicamentos próprios para a infecção.

O marido informou, posteriormente, que ele e a esposa haviam visitado uma fazenda de gado (cabras, ovelhas e camelos) 10 dias antes de ficarem doentes, mas não consumiram carne ou leite de camelo. Além disso, uma tosse leve sem febre ou outros sintomas se desenvolveu no filho de 8 anos do paciente; O teste MERS-CoV PCR do aspirado nasofaríngeo do menino foi positivo. Ele se recuperou sem intercorrências, sem intervenção. O irmão mais novo e o recém nascido permaneceram assintomáticos e apresentaram resultado negativo para MERS-CoV.3

Os autores de esse relato de caso concluíram que as mulheres grávidas que procuram atendimento médico para pneumonia, doença semelhante à gripe ou sepse na Península Arábica podem se beneficiar da triagem do MERS-CoV para garantir diagnóstico e tratamento precoces desta doença às vezes fatal. A resposta imunológica e quimiocina à infecção, precisa ser examinada de perto para ajudar a definir o potencial papel terapêutico dos agentes antiinflamatórios nessa doença.

A infecção por MERS-CoV e a gravidez foram uma combinação fatal neste caso. A morte ocorreu, apesar do tratamento com um regime combinado de ribavirina e interferon e apesar da eliminação do derramamento de vírus e evidência radiográfica de melhora na morte. Portanto, esse regime precisa ser mais estudado em pacientes grávidas com infecção por MERS-CoV.

Em outra publicação, Abdullah Assiri e colaboradores relataram cinco casos, na Arábia Saudita.4
Na introdução, os autores citaram publicações anteriores de mulheres grávidas infectadas com MERS-CoV, incluindo relatos de um natimorto na Jordânia5, uma morte materna nos Emirados Árabes Unidos3 e uma doença materna grave com a sobrevivência da mãe e do bebê, na Arábia Saudita6.

Os autores descreveram que, entre 1308 casos relatados de MERS-CoV, cinco foram documentados pelo Ministério da Saúde da Arábia Saudita como tendo ocorrido em mulheres grávidas. Três casos foram da cidade de Riyadh e os outros dois foram das cidades de Makkah e Unayzah (região de Qasim). A idade das pacientes variou de 27 a 34 anos, todas as gestações ocorreram no segundo ou terceiro trimestre e duas pacientes/gestantes eram profissionais de saúde. Dois dos cinco pacientes (40%) morreram durante a doença. Entre as cinco gestações, duas (40%) resultaram em morte perinatal: uma gravidez resultou em morte fetal intrauterina e um bebê morreu 4 horas após o parto cesáreo de emergência.4

Atualmente, é o novo Coronavívrus(2019-nCoV) que está causando um grande número de casos de infecções respiratórias, inclusive com mortes, especialmente na China, mas já com casos relatados em Taiwan, Japão, Correia do Sul, Tailândia, Malásia, Cingapura, Arábia Saudita, Austrália, França, Canadá, Estados Unidos, com grande potencial de se tornar uma pandemia.

Até agora, 27 de janeiro de 2020, não recuperamos publicações em periódicos científicos de relato de doença por 2019-nCoV em gestantes. Todavia, havendo evolução da epidemia, logo casos envolvendo mulheres grávidas aparecerão. 

Assim, vale ficarmos todos atentos para diagnosticar tais casos, o mais rápido possível, e iniciar a terapêutica correta com os apropriados métodos de controle de disseminação da infecção. E lembrar que, as pessoas que vivem com algum tipo de imunossupressão como: transplantadas, pessoas em quimioterapia, pessoas que vivem com HIV e gestantes devem receber mais do que nunca, a melhor e a mais rápida atenção médico-sanitária. Pois, como já dissemos, nestas populações os desfechos são, em geral, mais severos e graves, incluindo mortes.


Referências


1- Namrata Prasad, Q Sue Huang, Tim Wood, Nayyereh Aminisani, Colin McArthur, Michael G Baker, Ruth Seeds, Mark G Thompson, Marc-Alain Widdowson, E Claire Newbern. InfluenzaAssociated Outcomes Among Pregnant, Postpartum, and Nonpregnant Women of Reproductive Age. The Journal of Infectious Diseases, Volume 219, Issue 12, 15 June 2019, Pages 1893–1903.
Disponível em: https://academic.oup.com/jid/advance-articleabstract/doi/10.1093/infdis/jiz035/5299596?redirectedFrom=fulltext

2- Hallie Levine. What Parents Need to Know About Coronavirus. Parenting. Jan. 24, 2020. Disponível em: https://parenting.nytimes.com/childrens-health/coronavívrus-childrenpregnant-women

3- Asim Malik , Karim Medhat El Masry , Mini Ravi e Falak Sayed. Middle East Respiratory Syndrome Coronavirus during Pregnancy, Abu Dhabi, United Arab Emirates, 2013. Emerg Infect Dis 2016 mar; 22 (3): 515-517. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4766880/

4- Abdullah Assiri, Glen R. Abedi, Malak Al Masri, Abdulaziz Bin Saeed, Susan I. Gerber, John T. Watson. Middle East Respiratory Syndrome Coronavirus Infection During Pregnancy: A Report of 5 Cases From Saudi Arabia. Clinical Infectious Diseases, Volume 63, Issue 7, 1 October 2016, Pages 951–953. Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/63/7/951/2196987

5- Payne DC, Iblan I, Alqasrawi S et al. Stillbirth during infection with Middle East respiratory syndrome coronavívrus. J Infect Dis 2014; 209:1870–2. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24474813

6- Alserehi H, Wali G, Alshukairi A, Alraddadi B. Impact of Middle East respiratory syndrome coronavivrus (MERS-CoV) on pregnancy and perinatal outcome. BMC Infect Dis 2016; 16:105.
Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26936356


Mauro Romero Leal Passos, médico, professor titular, Universidade Federal Fluminense, presidente da Comissão de Ginecologia da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro (SGORJ).


Renato Augusto Moreira de Sá, médico, professor associado, Universidade Federal Fluminense, presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro (SGORJ)

Guia de Orientações aos Serviços de Saúde - Sarampo

Orientações aos serviços de saúde de Santa Catarina para prevenção e mitigação dos agravos de sarampo

Acesse aqui.

Nota de Repúdio: Ato de violência contra um médico residente do Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen

 

 

A Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia de Santa Catarina – SOGISC vem por meio desta nota, manifestar total repúdio pelo ato de violência ocorrido ontem contra um médico residente de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí. O médico foi agredido por um acompanhante durante atendimento na sala de admissão do Centro Obstétrico.

As agressões aos médicos que estão na linha de frente das emergências são cada vez mais comuns diante da crise que a saúde pública vem enfrentando e das campanhas depreciativas à classe médica.

É inadmissível que um profissional de saúde sofra qualquer agressão, seja física ou verbal, no exercício de seu ofício.

Manifestamos também nosso apoio ao colega para que não desanime e mantenha-se firme na profissão que escolheu.


Diretoria da SOGISC